PAULO RICARDO: “É UM ABSURDO COMPLETO ACHAR QUE NÃO POSSO CANTAR AS MINHAS MÚSICAS”

O cantor assegurou que não procede a história de que em consequência de disputa judicial com ex-integrantes da banda RPM, ele estaria proibido de cantar seus clássicos dos anos 80.


Para provar, entoou trecho de sua clássica composição Rádio Pirata. O artista falou da música Vida Real, tema de abertura do Big Brother Brasil, cuja 21ª edição acaba hoje com Camilla de Lucas, Fiuk e Juliette Freire disputando o prêmio de um milhão e meio de reais. A cada ano, a canção ganha nova roupagem.




Fãs de Paulo Ricardo, que acompanham a carreira do cantor, desde que estourou no Brasil como vocalista da banda RPM ao lançar o CD Revoluções Por Minuto, em 1985, ficaram chocados quando em março saiu a notícia de que, por decisão da Justiça de São Paulo, ele estaria proibido de cantar composições próprias daquela época, como Olhar 43, Louras Geladas e A Cruz e A Espada, por exemplo, feitas em parceria com Luiz Schiavon. A menos que o coautor autorizasse. A defesa do artista já havia se manifestado de que isso não procede. Agora, o próprio desmentiu essa história no RJ TV. “É um absurdo completo imaginar que alguém não possa cantar qualquer música que seja, sendo que eu não posso cantar as minhas músicas que gravei no RPM. Claro que eu posso cantar. Vou cantar”, assegurou e entoou uns trechos da canção Rádio Pirata. E completou: “Qualquer pessoa pode cantar qualquer música, contanto que você recolha o direito autoral para o ECAD não tem problema nenhum.”

Nos últimos meses, a voz de Paulo pôde ser ouvida diariamente na TV com a música Vida Real, tema de abertura do Big Brother Brasil, cuja atual edição, a 21ª, termina nesta terça-feira. E ele lembrou a história dessa composição. “Cada emissora em cada país tem a liberdade de chamar um artista que ela considere um pouco a cara do programa e esse artista tem a liberdade de naturalmente fazer uma letra na língua do país e toda liberdade de produção. Então, ao longo do ano, sempre vou ouvindo tudo que está tocando no mundo e vou pensando de que maneira eu posso dar uma mexida, uma nova roupagem”, explicou ele.


Paulo se acostumou com grandes plateias, afinal o RPM foi uma das principais bandas de rock nos anos 80. Mesmo em carreira solo tem um público fiel. E explicou como vem lidando com essa distância do público. “É realmente algo muito difícil, é tipo um filme de terror com ficção científica e um drama”, assegurou. Esse período de isolamento social logo serviu de inspiração. Ainda ano passado, compôs a música Tempo de Espera, sobre como superar limitações e sair melhor dessa história. Mulher de Paulo, a fotógrafa Isabella Pinheiro, com quem começou a namorar a pouco mais de três anos, fez sua estreia como diretora de clipe, gravado no apartamento do casal, no Rio. E exibido depois de pronto no Domingão do Faustão. Aliás, é da esposa boa parte das fotos que ele vem postando em seu Instagram.

O período de pandemia serviu para que Paulo permanecesse mais tempo em família. E adiantou ainda para o jornalista Fábio Júdice os próximos passos profissionais. “Temos várias lives marcadas, Dia das Mães, Dia dos Namorados e com a vacinação já se vê realmente a luz no fim do túnel. Claro, nada será como antes, mas acho que sobre vários pontos de vista temos que ser otimistas, muitas coisas vão estar melhores do que eram”, acredita.



Fonte:https://heloisatolipan.com.br/musica/paulo-ricardo-e-um-absurdo-completo-achar-que-nao-posso-cantar-as-minhas-musicas/

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Paulo Ricardo

A um passo da eternidade